Mas sabes? Quando voltaste, viajei eu. Fui dando carvão à locomotiva e arranquei. Demorou, mas encontrei-te. Peguei-te na mão e levei-te comigo, brincámos, passeámos, recordámos! Por breves instantes...
sábado, 21 de setembro de 2013
I should not have let you go.
Mas sabes? Quando voltaste, viajei eu. Fui dando carvão à locomotiva e arranquei. Demorou, mas encontrei-te. Peguei-te na mão e levei-te comigo, brincámos, passeámos, recordámos! Por breves instantes...
segunda-feira, 8 de abril de 2013
A broken heart is blind...
hoje, passado quase um ano desde a última vez que te vi, cruzamo-nos...
Estavas linda e irradiavas a beleza de outros tempos... a felicidade que me apaixonou e o sorriso contagiante que me prendeu desde o primeiro momento.
Falamos de banalidades e se a nossa conversa tivesse um trackchanges o meu estaria repleto de correções..
Corrigi muitas vezes o olhar..o sorriso e o coração que me quis saltar da boca para dizer o quanto sinto a tua falta.
Mas tu fizeste tudo bem... até me disseste para não fazer aquela cara quando nos despedimos... não consegui conter a minha cara de cú...
estou ainda atordoado com a tua imagem... as ligeiras ondas do teu cabelo que assentavam no casaco amarelo que sempre te ficou bem... parecias uma princesa e foste rainha...
fizemos tudo bem... fizemos tudo como devia ser... fizemos não foi?
é assim que tem de ser... eu vou embora e não há tempo para refazer amores...
mas como diz a música...um coração partido é cego... eu não vi muitas coisas de certeza... se calhar não vi a dura realidade de que já não me amas... e que aquele cruzar de mundos não te abalou como me estremeceu a mim... mas o meu coração partido não viu isso...
sim...eu sei que ele está partido... e é por isso que o vou voltar a colocar no cofre onde estava...guardado a sete chaves e atirado ao mar... ainda não o consigo ter comigo...
ainda não consigo ter-te comigo.
Ass: Ó
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Tu estás aqui
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Terapia
Passei por tua casa esta noite.
Não sei porque o fiz. Precisei de o fazer. Talvez para sentir as borbuletas na barriga quando ia ter contigo, quando te ia buscar para passearmos. Talvez para me recordar do teu beijo à entrada, a tua mão no meu cabelo, "estás bonito hoje".
Passei por tua casa mas não parei. Tive vergonha de passar por lá. Como se fosse um stalker, como se estivesse a invadir o teu espaço. Como se estivesse a cometer um crime.
Percebi que não sei lidar com isto. Não te quero, nem consigo ter, como amiga. Dóis-me! Frustraste-me.
Tanta vez que disseste para eu parar e pensar no que realmente queria, para eu ter certezas do que estava a fazer e a decidir. E no fim... as duvidas sempre foram tuas. Tiveste a impulsividade de dizer que me amavas e arrependeste-te.
Fizeste de mim um Frankenstein. Trouxeste-me de novo à vida para pouco depois me tirares o que me deste. Se tens culpa, não sei. Mas merda, se dói!...
Não consigo estar contigo. Não tenho tema de conversa, não sei se aguentaria estar tão perto e tão longe. E sentir a tua frieza de quem está resolvida com o nosso passado. Desculpa se sinto mais do que tu. Não faz de mim mais imaturo, faz de mim mais apaixonado. Mais do que tu estiveste por mim.
Estou tão mal resolvido.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Setembro
Setembro trouxe-me de volta. Do mundo que me deste. Do sonho descontinuado, inconstante e fragil, mas ainda assim, sonho, que me proporcionaste.
Setembro traz-me o fim do verão. Mas não me traz o outono. Setembro traz-me suspensão. De quem espera por uma nova estação. Não porque a deseje, porque possa ou venha a ser melhor. Mas porque a anterior acabou, abruptamente.
Setembro é o mês dos regressos. Á escola, aos empregos. Á mundana vida feita de quotidianos episodios que pouco ou nada de novo nos dão. Trabalhar para comer. Comer para viver. Viver para?
Setembro traz-nos o fim do ano, é já ali. Já se alimentam os planos que faremos. Porque este já não interessa. Porque a crise se agudiza todos os santos dias. Porque a praia já acabou. Porque a dieta já não faz sentido agora. Porque os amores já se viveram.
Setembro traz-me a escrita. Dá-me a criatividade, a originalidade. Setembro traz-me a mim mesmo. Dá a minha companhia. A minha solidão, o meu mais que justificado e maldita pessimismo que, teimosamente, me dá razão.
Setembro dá-me a segurança. A certeza do que conto. Do que toco, do que sinto, do que tenho palpavel. Setembro traz-me a realidade. Setembro mata-me os sonhos, os desejos, as tesões e os planos. Setembro traz-me o mundo que por momentos mudaste.
Porque tu saíste.
Ficaste em Agosto, que já não mora. Entraste, mudaste, melhoraste, viveste, o meu mundo. Com a mesma determinação e surpresa com que o fizeste, assim te foste.
Setembro não me trará os teus beijos timidos. Não me trará o teu sorriso lindo, e muito menos o toque das minhas mãos no teu rosto. Setembro não me dará a tua mão quando for na rua e passar num museu, num jardim.
... se dói...
Setembro traz-me o meu companheiro negro. Aquele que mandei de férias para te dar quarto no meu coração. Aquele que me acompanha e me é fiel e honesto.
Setembro traz-me o mesmo mundo, escuro, cinzento, mudo, feio e sombrio que tive antes de ti. Mas traz-me de volta à vida que sei viver, que não me magoa, cujos filmes deixo apenas e só na sala de cinema.
Setembro traz-me a dor que me afaga o rosto como uma mãe. Abraça-me na sua escuridão e pergunta-me onde andei, quem me fez mal. Promete-me não me deixar mais a porta aberta.
Sim, tranca-me na cave imunda, dos pensamentos mais tristes e sombrios, nas conversas de mim para mim, no eterno descobrimento da coisa que sou eu.
Livra-me de amar novamente como o fiz, que me doeu tanto.